Longe de ser o soberano passivo e indolente eternizado por caricaturas políticas, Dom João VI foi o estadista astuto que arquitetou a única tradução bem sucedida de uma corte europeia para o continente americano. Encurralado entre a sanha expansionista de Napoleão e a tutela implacável da Marinha Britânica, o regente que jamais desejou a coroa transformada no Rio de Janeiro no centro dinâmico de um império transcontinental.
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