Na manhã de 6 de julho de 1949, sob o manto de um denso nevoeiro e ventos castigantes no litoral catarinense, o Douglas C-47 FAB 2023 cumpria mais uma missão do Correio Aéreo Nacional. A bordo, 28 vidas — entre altos oficiais, praças e civis — seguiam rumo ao Rio de Janeiro com escala prevista em Florianópolis. Eles jamais chegariam ao seu destino. Encoberto pela neblina, o paredão de granito do Morro do Cambirela ergueu-se silencioso no caminho da aeronave, selando o destino do maior desastre da aviação militar brasileira até aquele período.
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