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Duas Margens, Uma Só Alma

Professor Ricardo de Souza

★★★★★Cód. 19047Disponível

Para compreender a gênese do tango, é preciso primeiro compreender a sua cartografia. O gênero não nasceu como uma abstração teórica em gabinetes de compositores, mas como uma resposta física e visceral a uma geografia humana específica. No final do século XIX, Buenos Aires e Monte...

  • Idioma:Português
  • Páginas:76
  • Formato:14 X 21
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Para compreender a gênese do tango, é preciso primeiro compreender a sua cartografia. O gênero não nasceu como uma abstração teórica em gabinetes de compositores, mas como uma resposta física e visceral a uma geografia humana específica. No final do século XIX, Buenos Aires e Montevidéu não eram as metrópoles cosmopolitas e monumentais que conhecemos hoje; eram cidades partidas, onde o centro opulento e de inspiração parisiense dava lugar, de forma abrupta, aos arrabales — os bairros periféricos, as franjas de terra batida onde o tecido urbano se dissolvia na lama e na marginalidade. Foi nesse território fronteiriço, banhado pelas águas turvas do Rio da Prata e marcado pelo cheiro de maresia e carvão dos portos, que o tango fincou as suas raízes mais profundas.Ver detalhes completos
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Duas Margens, Uma Só Alma

O Tango no Rio da Prata

Cód: 19047

Autor: Professor Ricardo de Souza

Formato: 14 X 21

Páginas: 76

Idioma: Português

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Para compreender a gênese do tango, é preciso primeiro compreender a sua cartografia. O gênero não nasceu como uma abstração teórica em gabinetes de compositores, mas como uma resposta física e visceral a uma geografia humana específica. No final do século XIX, Buenos Aires e Montevidéu não eram as metrópoles cosmopolitas e monumentais que conhecemos hoje; eram cidades partidas, onde o centro opulento e de inspiração parisiense dava lugar, de forma abrupta, aos arrabales — os bairros periféricos, as franjas de terra batida onde o tecido urbano se dissolvia na lama e na marginalidade. Foi nesse território fronteiriço, banhado pelas águas turvas do Rio da Prata e marcado pelo cheiro de maresia e carvão dos portos, que o tango fincou as suas raízes mais profundas.

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