A conquista da Copa América de 1979 jamais poderá ser reduzida a um simples evento fortuito ou a um mero acidente de percurso na cronologia do futebol sul-americano; pelo contrário, ela representou o apogeu técnico, tático e emocional de uma verdadeira era de ouro em que a República do Paraguai ditou as cartas e reescreveu a geopolítica da bola no continente. Aquele grupo extraordinário de atletas provou ao mundo que a disciplina tática inegociável, quando combinada com a velocidade vertiginosa das transições ofensivas e a alma indomável da camisa albirroja, possuía a força devastadora necessária para triturar qualquer favoritismo prévio estampado em jornais estrangeiros ou alardeado por cronistas esportivos das grandes metrópoles.
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