Portugal sempre soube produzir artistas da bola. De tempos em tempos, surgiam talentos que faziam os puristas suspirar. No entanto, faltava aos "Navegadores" a bússola da competitividade extrema. Faltava-lhes a crença inabalável de que o mar, por mais bravio, poderia ser conquistado. Esta obra se propõe a reviver o período entre 2004 e 2006, em que Portugal rasgou o roteiro do fado melancólico para escrever uma epopeia de sangue, suor, lágrimas e um orgulho recuperado que nunca mais abandonaria o peito lusitano. Sob o comando de um sotaque gaúcho e a liderança de uma geração que unia a elegância crepuscular de Luís Figo à irreverência elétrica de um jovem Cristiano Ronaldo, a Seleção das Quinas reencontrou o seu lugar no mapa das grandes potências do futebol mundial. Foi a era em que o país deixou de apenas jogar futebol para passar a viver, sofrer e respirar a seleção como um só corpo.
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