Entre os anos de 1990 e 1991, o Clube Atlético Bragantino deixou de ser uma modesta força regional para se transformar no pesadelo dos gigantes do país. Apelidado carinhosamente pela crônica esportiva de "A Linguiça Mecânica" — em uma alusão bem-humorada à tradição culinária da cidade e ao ritmo avassalador da inesquecível Seleção Holandesa de 1974 —, o Massa Bruta impôs um futebol taticamente revolucionário, de ritmo frenético, compactação agressiva e intensidade sufocante. Era um time que não pedia licença para atacar, que marcava no campo do adversário com linhas altas e que tratava a posse de bola com a sobriedade dos grandes mestres, atropelando dogmas pré-estabelecidos e provando que o profissionalismo nos bastidores valia mais do que o peso da tradição. Sob a gestão arrojada da família Chedid e a batuta de duas mentes brilhantes da prancheta — o jovem e audacioso Vanderlei Luxemburgo e, posteriormente, o estrategista e disciplinado Carlos Alberto Parreira .
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