Para quem observa de longe, a imagem da Irlanda do Norte durante as últimas décadas do século XX costuma ser resumida por uma simplificação cômoda: uma guerra medieval travada com armas modernas, onde vizinhos se matavam unicamente por divergirem sobre a forma de rezar ou sobre qual vertente do cristianismo seguir. Essa narrativa de um conflito puramente religioso — católicos de um lado, protestantes do outro — é uma ilusão de ótica histórica.
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