No sertão onde a seca racha a terra e embaralha o juízo, Zé de Naninha resolve dar um golpe de mestre: transformar o próprio compadre em defunto — mas só de fachada. Com Tico esticado na rede, ele arma um velório caprichado para arrancar doações da vizinhança. O problema? O “morto” tem faro fino para cachaça, pavor de ser enterrado vivo e um talento irresistível para estragar o próprio enterro. Entre beatas escandalizadas, credores de olho gordo e um delegado desconfiado, a farsa cresce, o caixão aperta e a sede não dá trégua. Cada oração vira suspeita, cada lágrima pode ser lucro — e qualquer deslize pode acabar em milagre… ou cadeia. Nesta comédia regionalista afiada, morrer é só o começo do problema. Porque, no sertão, sobreviver exige coragem — e fingir que morreu, mais ainda.
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