Benício era o melhor mecânico do Cantagalo, homem de mãos grossas e alma mansa que via o mundo através de engrenagens. Sua vida era um motor ajustado até que uma bala perdida atravessou o peito de sua filha de seis anos. O sistema falhou, a polícia silenciou e o morro continuou girando sobre o sangue inocente. Mas Benício não esqueceu. Ele guardou o luto na caixa de ferramentas e substituiu a resignação por um método cirúrgico de vingança. Agora, sob a chuva incessante que lava as ruelas do Rio de Janeiro, ele caça os responsáveis. Ele não usa o revólver para disparar, ele usa o aço para desarticular. Com a precisão de quem conhece cada peça de uma máquina, Benício desmonta os culpados removendo peça por peça daqueles que destruíram seu mundo. Em um suspense visceral e sombrio, a lei de talião ganha um novo significado técnico. Cada parafuso solto é um grito de dor; cada peça extraída é um acerto de contas definitivo. Justiça agora é uma questão de ajuste técnico. Olho por olho.
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