Nos vastos e implacáveis campos da savana africana, onde a vida selvagem reina absoluta e a natureza segue suas próprias leis, uma história singular emergiu no final do século XIX, gravando-se para sempre na memória coletiva. Na região remota de Tsavo, no atual Quênia, dois leões – sem jubas e de comportamento predatório incomum – tornaram-se os protagonistas de um dos mais assustadores episódios já registrados na interação entre homens e natureza. Por nove meses, entre 1898 e 1899, esses "caçadores de homens" aterrorizaram os trabalhadores que construíam a Ferrovia da África Oriental, ceifando dezenas de vidas e interrompendo o progresso de um projeto considerado crucial para o domínio britânico na região.
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