Lucas buscava o silêncio para terminar seu livro. No isolamento de uma cabana à beira de um lago, ele acreditava ter encontrado o refúgio ideal. Mas o vazio é uma ilusão. O que ele não sabe é que o solo sob seus pés foi palco de um massacre brutal, e a casa se tornou um terminal para o que sobrou das vítimas. O horror desperta na estática. Aparelhos desligados ganham vida, emitindo frequências que distorcem a realidade. Através do brilho doentio de telas e alto-falantes, vozes que deveriam estar mortas começam a sussurrar segredos que despedaçam a sanidade de Lucas. Ele não está apenas sendo observado; ele está sendo sintonizado. Entre os espectros, uma presença faminta se destaca. Ela não busca descanso, mas um caminho de volta, e vê em Lucas o hospedeiro perfeito. À medida que o ar se carrega e a saída se perde na névoa, ele descobre tarde demais: o silêncio era uma mentira, e algumas vozes jamais deveriam atravessar a interferência. O sinal está aberto.
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