Anton LaVey não foi apenas a mais notável voz do satanismo no século XX. Ainda que seus detratores desgostem, a verdade é que sem ele o satanismo sequer teria passado pelo grande renascimento que passou na chamada Nova Era Satânica, iniciada em 1966 e ainda marchando orgulhosa rumo ao futuro. Seu livro “Os Rituais Satânicos” (The Satanic Rituals) é uma importante parte de seu legado. Escrito em 1972 para ser o livro irmão da Bíblia Satânica, esta obra cumpre uma função complementar mas evidentemente diferente da primeira incursão de LaVey. Enquanto a Bíblia tem a função de expor a doutrina satânica e dar as principais chaves da magia materialista, Os Rituais Satânicos expõe ao leitor um vasto arsenal de cerimônias para serem realizadas por templos, grottos, capelas e pequenos grupos de praticantes. Os detalhes e preparações pré-rituais não poderiam ser mais enfatizados e os preâmbulos culturais que antecedem cada ritual são tão interessantes quanto as cerimônias em si.
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