"Lawrence, não aprovava linguagem pesada na vida privada e era quase pudico em alguns sentidos quanto a promiscuidade. Ainda assim, perto do fim de sua vida, apenas perto dos cinquenta anos e morrendo de tuberculose, ele redige esse ultrajosamente franco e aberto: O Amante de lady Chatterley, sobre o amor e sexo entre membros de duas classes muito diferentes, entre a esposa de um fidalgo e o guarda-caça do marido, e o amante usa todas as palavras do vernáculo para as partes e funções do corpo. Lawrence sabe que não vai escrever muito mais romances, está pondo os bofes para fora e derramando sua vida nessa história suja que está muito além de qualquer coisa que já escrevera -- e censurara --, a tal ponto que sabe, mesmo que finja não saber, que essa coisa nunca terá muitos leitores durante a sua vida, já que ia morrer logo. Ele, o escritor, faz uma espécie de "agora é minha vez". Qual é a importância deste romance para a literatura?" Paulo Leite - 18 de março de 2015
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