Sob o pano de fundo picante e por vezes grotesco de extrema libertinagem, Sade alfinetava em suas páginas o antigo regime, os revolucionários, os bispos de Roma, e toda classe de aristocrata. Ateu convicto, não por menos chocava também pela sua insinuação contra a imagem do Criador. Incompreendido e odiado. Não é a toa que escreveu grande parte de sua obra na prisão, encarcerado para que lhe detivessem a língua, porém que suas mãos nunca pararam de escrever clandestinamente, livros e livros eram publicados e o alvo entregue em páginas para excitação (nossa) do público. O Marquês de Sade, com esse conjunto de maravilhosos contos, bate na cara dessa sociedade puta e o faz com o devido gosto. O controverso autor traz para a luz do dia aquilo que os hipócritas insistem eternamente em negar, avacalhando com a religião e com seus "santos" representantes, fazendo da "sagrada" instituição do casamento um circo comandado por dois infelizes palhaços, mostrando o amor de maneira seca e realista.
100% gratuito
Publicamos sem
cobrar nada de você.





















































