Amar é se viver no outro e vivê-lo em nós, é encontrar o portal que nos transporta para um mundo não dimensional do qual só o ser
amado tem o poder de nos manter nele ou subtrair-se-nos a senha de acesso. É se distanciar do concreto para se descobrir
inebriado pelo cheiro dos nossos sonhos. As prosas falam de amor, e se mostram transbordantes dessa magia que se faz tão
presente mas que nunca se explica pois que, como tudo o que se faz maior do que a compreensão, só se faz percebido pelo sentir.
Luiz Roberto Bodstein descobriu, ainda na infância, seu gosto pelos livros e sua vocação para a escrita. Acostumou-se a registrar
em diários tudo o que considerava significativo em sua vida e transformou esse hábito em uma necessidade insaciável de
transformar em obras literárias todas as idéias que lhe surgiam a partir de suas observações do cotidiano. Descobriu assim seu
talento para a literatura, que o levou a fazer incursões por quase todos os gêneros poéticos, como acrósticos, cordéis, contos,
crônicas, roteiros, ensaios, haikais, sonetos, prosas poéticas, rondéis, etc., até integrar um movimento de escritores que reúne
grandes nomes da literatura fluminense, diversos dos quais membros da Academia Niteroiense de Letras.