A vida, suas alegrias e tristezas.
A fé que move montanhas
e que acolhe e aquece a alma que sofre.
As dúvidas quanto ao rumo
que cada ser deve escolher
para alcançar a felicidade intangível.
As frustrações e as superações.
Enfim, todas as sensações do ser
estão evidenciadas nestes poemas
sensíveis e doridos.
Assim também os segredo da alma,
que se revelam com a leitura
atenta e detida de cada verso.
“Dos segredos que a morte traz,
Talvez o maior segredo
Seja a vida que ficou para trás”.
Beto Braga
Embora nascida no Rio de Janeiro, Odeméa Oliveira passou a infância, a adolescência e a juventude em Cachoeiro de Itapemirim (ES), para onde se mudou com pais, irmãos e irmãs, voltando para o Rio de Janeiro após se casar.
Poetisa de aguda sensibilidade, tinha especial interesse em ofertar, a amigos e parentes, presentes em forma de poesias, tanto em razão de datas comemorativas, quanto como incentivo para o enfrentamento das dificuldades e dos dissabores que todos experimentam na vida.
Muito apegada aos pais, irmãos e irmãs, a autora, por toda sua vida, manteve viva e melancólica saudade dos tempos descuidados da infância, como se pode inferir de inúmeros sonetos nos quais faz referência direta aos tempos idos.