AMOR Ah, sim, o amor tem sido tratado Em fábulas sublimes E em crônicas de tristes amantes, Com detalhes memoráveis Ou obscenos, Como em tuas teses apocalípticas Nas gestas de botecos Entre a terceira e a quarta prova, Onde contas que o viveste Em sagas incendiadas, A quem jura que também o viveu E que ele é isso e aquilo e muito mais, A quem pensa que o viveu Como em certa vez, etcétera, etcétera, A quem ouviu falar dele Como lenda da alma Ou desempenho da carne, A quem nem prestou atenção Porque amor não é coisa em que se lambuze Quando ninguém sabe como é o céu E o inferno.
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