Do alto da colina podia-se avistar uma vasta área. Era uma região inóspita quase virgem, as poucas terras habitadas eram cercadas por magnífica mata colorida pelos mais diversos tons de verde. A diversidade de árvores era tanta que, em suas copas as flores multicoloridas davam àquela floresta à alegria de uma eterna primavera. Os pássaros que nela habitavam faziam de cada amanhecer uma linda festa canora, uma verdadeira orquestra dirigida pelo excelente maestro sabiá, que começava afinar seu instrumento sempre por volta das quatro horas da manhã, e à tarde numa escandalosa algazarra a procura do melhor galho ou dos seus ninhos, anunciava a chegada da noite. Um caudaloso rio descia por entre as montanhas, suas águas revoltas após mergulharem de uma magnífica cachoeira escorriam ruidosamente através de um canyon por algumas centenas de metros até desaparecerem por uma estreita garganta. Naquele trecho não havia margens, atravessá-lo ali era quase impossível, e chegar próximo à água exigi
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