Este trabalho transcreve a experiência de 1 ano, 5 meses e 14 dias em que o autor esteve detido acusado de falsidade ideológica. Por falhas e demora na condução do processo, em um “crime” que não passaria de prestação de serviços comunitários, o autor cumpriu pena acima do que a Lei estipula. Enquanto esteve detido não parou sua produção. Porém falar do Sistema exigiu do autor uma gama enorme de artifícios como escrever em códigos, gravar partes em celular e rascunhar em folhas soltas para serem enviadas pra casa por visitas. Este trabalho expõe uma chaga que a sociedade insiste em esconder. Diante desta leitura observa-se que o criminoso se cria dentro do Sistema, na casa das pessoas, no meio social freqüentado por todos os membros que um dia pensaram em ter uma vida digna para seus filhos e filhas, no entanto precisam enfrentar suas próprias falhas e compreender que também tem suas culpas. O Estado é conivente e transforma os presídio numa máquina lucrativa.
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