Nesta obra, O Seminário, Maria Cristina faz suas as vozes de Antônio Joaquim de Melo, o narrador principal, e sua filha Pórcia, que entra com um post-scriptum. Melo narra a vida de José da Natividade Saldanha, seu contemporâneo e colega no Seminário de Olinda. Ambos poetas, ambos jovens nas duas primeiras décadas do século XIX. O Seminário, fundado e dirigido pelo bispo Azeredo Coutinho, a despeito do rigor de sua concepção, transformou-se em uma escola de heróis e idealistas libertários. O jardim no qual floresceu a imprensa livre do Brasil. As cenas locais estão presentes ao longo do livro, a começar pela evocação inicial da pátria pernambucana, a propósito de Henrique Dias e da guerra holandesa. Os episódios mais intensos correm à conta das Revoluções de 1817 e 1824. O mulato Saldanha, filho de padre, pobre viveu entre a paixão pela poesia e a insubmissão ao poder discricionário. Foi exilado, participou do exército de Bolívar e teve uma morte estranha e envolta em controvérsias.
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