Foi por volta de 1950, numa cidade chamada Oqsônia Três, na Rua das Ruas. Ali, moravam Mamãe, o filho e duas filhas. O filho era um homem instruído, elegante, forte e belo. Numa noite escura, ele matou a mãe e as irmãs. Deu-lhes chá com narcótico, cobriu suas cabeças, atirou-as no poço do quintal e enterrou-as. Depois, viveu ali mais trinta dias. Até que a Polícia começou a cavar o poço. O belo homem, que lia o futuro como antigos adivinhos, entrou no banheiro e atirou no próprio coração. Ninguém soube se ele murmurou: “Perdão, Mamãe. Matei você.” Um psiquiatra, presidente da Psiquiatria da Universidade, analisou o homem e concluiu: ele era um tarado agressivo. Mas algo escapou ao cientista: atrás de todo homem há sempre uma mulher. Surgem as perguntas: “Por que matei você, Mamãe? A morte te libertará?”. Desenterrar o poço é encarar o mistério. Homem faz mistério. Cachorro não mata a mãe.
100% gratuito
Publicamos sem
cobrar nada de você.




























