Nos esplendores da sabedoria eterna, na luz primordial das esferas superiores, habita a necessidade de reconhecer-te uma forma universal meu pequeno e temeroso amigo. Rei, amo e senhor daquilo que chamaras na tua devida hora de Lei; aquela que é imutável aos seres que desconhecem a palavra morte. Porque estes hão de saber que suas palavras não serão infecundas e que o sopro de vida que os habita não perecera jamais. Eis tua divina palavra, as formas supremas do teu verbo absoluto, obtidas no preciso instante em que adquiras a consciência que sois um ser cósmico universal e entendas o sentido e a realeza das leis do teu próprio pequeno universo em total harmonia com o micro e o macro, com o que está encima e o que está embaixo, segundo a tua própria imagem, ausência de medos, motivos e semelhanças.
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