Carta ao Leitor Para agora! Somos diferentes, muito diferentes! O que anima a minha escrita é uma vontade colérica de pôr em linhas as idéias mais desconexas que se apresentam à minha mente; vontade essa apoiada numa capacidade tosca, grosseira, de fazer-me entender. Duvido que estejas com um nó na garganta, enquanto começas a leitura destas fracas linhas. Então para! Deixa para outra hora. Não se aprecia licor de estômago vazio, a não ser que se esteja disposto a pagar o preço. Assim como uma solenidade, um casamento, uma festa exige a adequação perfeita de uma música ou mesmo do silêncio, estes contos (ou cantos) estarão no melhor de seu uso, se puderem encontrar tua natureza agitada. Quando a tua garganta se fechar, a boca secar ou a saliva enferrujar; aí tirarás o máximo proveito da eloquência caquética da hiena que aqui escreve.
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