Conjuguei o verbo ser no presente para tratar sobre o hoje. Esse verbo que, às vezes, parece banal, rotineiro. Dizer o “eu” sou faz parte dos nossos diálogos mais constantes, das conversas de botequins. “eu sou” é sempre dito de forma afirmativa como se tivéssemos a certeza de sermos alguma coisa ou alguém. Quem “eu sou”? Sabemos de fato quem somos? Conseguimos no âmago de nossas essências desvendar, entender, aprofundar quem se é? Não reconheço meus limites, me surpreendo com minhas contradições e atitudes. Dificilmente tenho as mesmas opiniões sem modificar uma frase, uma vírgula. Não posso, sendo um ser inacabado e rotulado cometer o suicídio de me terminar, de finalizar minha única e original obra… Meu ser. (trecho da crônica "o verbo ser")
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