Chamo-me Lili Machado, e sou professora de História. Para começar, contarei como fui parar em Pentagna: De tanto estudar, pesquisar e ensinar, fiquei com a cabeça dolorida e tonta, as idéias enevoadas, os olhos turvos, as mãos trêmulas, as letras embaralhadas, o pescoço endurecido. Perdi o apetite, a paciência, o bom humor. Pensei... Pensei... Pensei... E acabei com febre. Do que aconteceu depois, não me lembro com clareza. Pentagna... Pentagna... Pentagna... Tinha qualquer coisa de fresco e agreste. Cheirava a mato, a ar puro e a flores e eucaliptos. Tinha gosto de fruta. Prometia tranquilidade e renovação de energias. Naquele mesmo dia tratei de saber como se ia até lá. Entrei em contato com minhas alunas mais chegadas: Rute, Sandra e Adriana. Todas toparam, animadas. Dois dias depois eu fugia do barulho do Rio de Janeiro e caminhava para a paz da serra, sem saber que lá me esperava a mais singular e surpreendente das aventuras. E é assim que a estória começa...
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