Jango, um músico marginal que vive como se sua existência fosse uma imponente obra expressionista, é descoberto, em certo dia, por Lúcio Santana, um fotógrafo de casamentos que, frustrado com sua rotina de agência, inveja a capacidade do músico de levar a vida às últimas consequências. Com a proposta ambiciosa de ilustrar a autobiografia de Jango, o fotógrafo se vê desafiado a arriscar um salto no escuro nos descaminhos desconhecidos da conturbada vida do músico. Tudo se torna ainda mais complicado quando Jango revela ao fotógrafo a existência da ampola-do-diabo—uma droga capaz de ampliar as habilidades criativas de um indivíduo. Dessa descoberta, Lúcio leva dilemas relacionados à autenticidade de suas ações, escolhas e prioridades, assim como a relativismos morais sobre mérito, responsabilidade e finitude.
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