Os protagonistas do romance No meio da rua atuam no limite das possibilidades de rejeição aos valores sociais e o imperativo de manter com a sociedade as relações possíveis à radical opção de convívio à parte, privilegiando a própria condição de sem teto como expressão de outra condição, a de oposição aos valores sociais vigentes e impostos pelas construções das hegemonias, traduzidas em opressão de classe e papéis sociais com marcadas diferenças e distâncias constituindo-se em uma sociedade de opressão de classe, onde as opções existentes não resultam no exercício da liberdade, mas de submissão às ordens dominantes que mal dissimulam seus princípios de exploração social estruturada em hierarquizações e imposturas manipuladas a partir do domínio dos meios de produção.
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