Chegamos à nossa revista no 10, ou décimo primeiro volume se considerarmos a edição especial sobre os Protestos de Junho. Não podemos deixar de constatar que há um acúmulo em nossas análises, que se expressa também na qualidade das contribuições externas. Disso resulta um conjunto de textos que configura um mosaico espelhado de reflexos e contradições, sob o fio comum da crítica categorial marxiana. É isso que retrata a capa de Felipe Drago. A revista está imersa no espírito do tempo, que é um espírito de crise. Nessa penumbra social, nos esforçamos para encontrar o fio da crítica emancipatória. Esta edição se caracteriza pelo peso destacado da crítica categorial do capitalismo, com vários artigos que se debruçam sobre autores marxianos, buscando suas potencialidades e inconsistências. Percebe-se também um esforço conceitual em relação ao antagonismo social, suas formas e tendências imanentes. tradicional crítica literária materialista.
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