Este livro investiga o processo de normatização da Educação Moral e Cívica (EMC) nos currículos escolares brasileiros. A disciplina foi tornada obrigatória em 1969, no contexto do regime autoritário instaurado em 1964, sob a responsabilidade de dois diferentes órgãos colegiados superiores do Ministério da Educação: o Conselho Federal de Educação (CFE), que era contrário a sua obrigatoriedade, e a Comissão Nacional de Moral e Civismo (CNMC), que via na disciplina a forma mais eficaz de reverter os “desvios” de conduta que acometiam a juventude. O foco da pesquisa incidiu sobre o fato de que, mesmo incumbidos de planejar e executar as decisões referentes à EMC, os órgãos normativos não trabalharam em conjunto, caracterizando a implantação da disciplina como um processo marcado por tensões ideológicas e disputas de poder.
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