É muito tênue o limite que separa o ódio do amor, e é muito tênue também o limite que separa a razão da abstração de um poeta. Por isso ele joga todas suas tribulações dentro do celeiro de sua alma e tenta discernir o caos subjetivo que é a realidade que o rodeia. O poeta exprime a vida em palavras e fica indignado que suas palavras não sejam a própria vida. Então, em cada poema que escreve ele nasce e morre um pouco, pois em cada poema que escreve ele ama com ódio e odeia com amor.
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