Não se passa pela vida sem deixar marcas. Um objeto, uma canção, uma hipótese formulada… são traços da passagem do homem. Durante mais de 30 anos procurei um caminho para deixar minha marca pela vida, como dizia Raul dos Santos Seixas, "deixar minha impressão digital no mundo". Minha primeira iniciativa foi à escrita, a literatura. Comecei a escrever poemas com 13 anos. Por força da necessidade. Por precisar me expressar e como a timidez me atrapalhava no convívio humano, a poesia surgiu como um porto seguro. Escrevia sobre tudo. Pessoas. Sentimentos. Ações. Objetos. Escrevia em qualquer lugar. Sozinho. Cercado de pessoas. Nas ruas. Em casa. De dia. De noite. Ainda guardo esses primeiros escritos. E sinceramente, permanecerão guardados. Muitos anos se passaram com essa minha companheira inseparável, a poesia. E aos poucos o que era inspiração passou a ser transpiração, ou melhor, passou a contar também com a transpiração: A prática, o exercício, acabaram tornando ou dando um certo valo
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