Narrativa de casos que resgata a prosa entre moradores de pequenos lugarejos, nos finais de tarde, nos idos tempos. Prosa descontraída, mas revestida de sabor, emoção, suspense, como o episódio do imigrante italiano, o incidente do velório e do surpreendente deslize moral da devota religiosa. Á exemplo das antigas conversas entre vizinhos, este texto também é despretensioso, uma espécie de cordel interiorano, escrito numa linguagem coloquial.
Primo Antonio Noli Júnior nascido em Monte Azul Paulista, mudou-se para Bebedouro na década de 60, esteve em São Paulo, Araraquara e retornou à Bebedouro já aposentado na década de 90. Nesse período teve participação no Movimento estudantil, político e partidário. Egresso da vida profissional de bancário teve ainda uma experiência muito gratificante no magistério, na área de humanas, em uma escola organizada na forma de Cooperativa. Hoje, nostálgico, dedica-se à palestras sobre o Rádio e sua repercussão como veículo de comunicação de massa na sociedade atual.