A poesia de Marcelo Pulido agride por sua dureza, franqueza e cinismo. Família, amores, crenças, tudo aquilo que todas as pessoas comuns sentem está aqui em verso, prosa e imagem. É, como diz Leminsky, a "canção que emudeceu no papel". Escrito como marco de um momento de transição - ou de pequena morte, como diz o autor -, é praticamente uma autobiografia, uma vida transformada em música para surdos.
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