Minha mãe andava de leve, ao despertar pela manhã, vestindo a camisola de neve e nos pés trazia meias de lã. Usava um suave perfume que recendia a floridos jardins quando passava pelos corredores da casa. Com sua mão de veludo acariciava a minha amada avó que, aos noventa e nove, brincava de roda e contava histórias. Aproximava-se da janela, de frente para rua, olhava para céu onde o sol despontava para esconder as estrelas e a lua, e agradecia a Deus com uma prece a felicidade que tinha. Depois, com sua voz macia, acordava seu grande amor para que ele fosse enfrentar mais um dia de labor.
100% gratuito
Publicamos sem
cobrar nada de você.
















































