Este livro investiga o processo de normatização da Educação Moral e Cívica (EMC) nos currículos escolares brasileiros. A disciplina foi tornada obrigatória em 1969, no contexto do regime autoritário instaurado em 1964, sob a responsabilidade de dois diferentes órgãos colegiados superiores do Ministério da Educação: o Conselho Federal de Educação (CFE), que era contrário a sua obrigatoriedade, e a Comissão Nacional de Moral e Civismo (CNMC), que via na disciplina a forma mais eficaz de reverter os “desvios” de conduta que acometiam a juventude. O foco da pesquisa incidiu sobre o fato de que, mesmo incumbidos de planejar e executar as decisões referentes à EMC, os órgãos normativos não trabalharam em conjunto, caracterizando a implantação da disciplina como um processo marcado por tensões ideológicas e disputas de poder.
Estado militar, socialização política e dominação. O caso da Educação Moral e Cívica no Brasil
Cód: 3777 N1416103608061
Formato: 14 x 21 cm
Tipo de Capa: Capa cartão - brilho
Tipo de Acabamento: Brochura sem orelha
Tipo de Papel: Offset 90g
Cor: Preto e branco
Páginas: 215
Edição/Ano: 1º edição/2014
Idioma: Português
Peso: 336
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Doutoranda em Educação na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, possui mestrado em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2011), especialização em Docência do Ensino Superior (2010) e graduação em Letras, habilitação em Português e Literaturas da Língua Portuguesa, pela Universidade Federal de Santa Maria (2008). É integrante do Grupo de Pesquisas sobre o Cotidiano, Educação e Cultura(s) (GECEC - PUC-Rio), que desenvolve sistematicamente pesquisas sobre as relações entre educação e cultura(s). Suas principais áreas de atuação são Políticas Públicas para a Educação, Multi/Interculturalidade e História da Educação.





















